CREPÚSCULO DE 2011, AURORA DE 2012
O balanço geral de 2011 e o prelúdio para 2012 só chegam em fevereiro. Janeiro é como espiar pela fechadura o ano que está chegando. Chá com Monstros estende o tapete “Welcome” para o ano novo e se despede do que passou.
Que 2012 seja um ano plural e subversivo, como disse um colega da Unicamp!
Para esquentar: QUATRO PRESENTES TEXTUAIS E IMAGÉTICOS PARA O NOVO ANO
- “A Pessoa do Ano”, por Contardo Calligaris.
A revista Times elegeu o protestador como a personalidade de 2011; ou melhor, como Contardo não deixa passar no maior estilo análise-de-discurso, “a ‘Time’ não escolheu um grupo: a pessoa do ano é um indivíduo, ‘o’ protestador”. Com direito a ressalvas críticas à revista estadunidense e citações bem colocadas da boca dos manifestantes, esse é uma bela Quarta Coluna para o ano novo.
”(…) alguns dirão que a escolha do protestador como pessoa do ano de 2011 não foi certa, porque, por exemplo, o foco dos protestos é vago e seus efeitos futuros ainda incertos -eles perguntarão: “Não será cedo para dizer se esses protestos transformaram alguma coisa para melhor?”. Mas a “Time” enxergou outra coisa: a atitude do indivíduo que protesta é a matriz de qualquer democracia. A coragem do manifestante, mesmo que, às vezes, a gente o julgue inoportuno, mesmo que discordemos de suas razões, de seus pedidos e dos meios pelos quais ele se expressa, não deixa de ser a grande garantia da democracia” - Matérias da edição 65 da revista Piauí: “A voz chegou à praça…” e “… E a praça mudou de voz”, de Dorrit Harazim, e “Todas as coisas são de todos”, organizada por Andrew Hsiao e Audrea Lim.
“Sua força está no objetivo mínimo, porém claro: ter voz e fazer com que ela seja ouvida. Soa até como novidade, com o frescor de algo inesperado e legítimo. Há quem veja nisso a abertura de um caminho próprio e democrático. Há quem veja revoluções em marcha, como as de 1848. E há o indubitável: as grandes potências da Europa e os Estados Unidos perderam peso, se encolheram diante do novo e do povo.”
“Entre a praça Tahrir e o movimento Occupy, uma certeza: já não basta mudar o povo, como propôs Bertolt Brecht. Talvez seja preciso mudar as coisas de um planeta que é o mesmo em todas as partes”
A belíssima dobradinha revolucionária do Omnia Sunt Communia dão uma deliciosa sensação de continuidade nas revoluções da existência humana - não o pessimismo pós-moderno, mas o entusiasmo pelo fato de que tudo pode mudar de formas variadas a todo momento. Que venha, 2012! - Fotojornalismo do bom e do melhor, as 45 Fotos Mais Poderosas de 2011. Tsunami no Japão, isolação por radiação nuclear, tornado nos States, furacão, os olhos da desnutrição do Kenya, vulcão em erupção, morte de Osama Bin Laden, o telefone fora do gancho em Wall Street, Primavera Árabe, reação policial ao Occupy, soco na cara de um estudante por um policial no Chile, o beijo dos protestadores em Vancouver, a revolta das minorias em Londres, spray colorido na oposição na Uganda e até mesmo a tentativa de suicídio de uma noiva na China…

(Yuriko Nakao) Menina na zona de isolamento contra radiação. Japão.
(Thierry Roge) Protestador mostrando a que veio durante reivindicação por melhores proteções de emprego nos países da União Européia. Bélgica.
(Josua Trujillo) Senhora de 84 anos coberta de spray de pimenta durante uma pacífica manifestação em Seattle. Ela teria sido jogada no chão se não tivesse recebido ajuda. Estados Unidos.
(Goran Tomasevic) Reação com uma rifle pela notícia da separação das forças de Gaddafi. Líbia.
(James Akena) Polícia joga spray colorido nos líderes do partido de oposição do país. Uganda.
(Nevine Zaki) Uma das minhas cenas favoritas: cristãos protegem muçulmanos durante a reza sagrada. Egito.
(Schalk Van Zuydam) Criança de sete meses de idade desnutrida. Para lembrar que ainda em 2011 existem situações como essa e piores… Kenya.
(Rich Lam) O famoso beijo no asfalto durante manifestações. Canadá. - A arte urbana não tem o requinte de museu: faz interferência no mais cotidiano das pessoas, nos espaços mais públicos. A rua, a poça d’água, a placa de metrô, o bueiro, a parede com grafitte, a lixeira do Burger King, a escultura na parada de ônibus - de Banksy a trabalhos em 3D, o blog Arte Araka elegeu as 100 melhores fotos de street art em 2011. Ficou curioso para ver como alguns desse trabalhos funcionam? O blog explica!








Q:o chá ainda ta quente?
Sempre! Ao menos é o que o apito da chaleira indica…
30 Mentiras Que Os Filmes Nos Contam
Meninas feias na verdade só precisam de um retoque para se tornarem gatas?
Ninguém reconhece um homem vestido de mulher?
As bombas são propiciamente equipadas com um relógio?
Computadores são acessados apenas pelo teclado?
As pessoas deixam cair copos e vasos quando escutam uma notícia chocante?
Essas e outras mentiras que alguns filmes nos contam!
Leucemização das relações sociais, dificuldade de se compreender, sentimento de que as pessoas só falam de si mesmas e não se escutam, traços característicos da era final da moda, do formidável ímpeto das existências e aspirações individualistas. (…) A troca “formal”, estereotipada, convencional, é cada vez menos satisfatória, quer-se uma comunicação livre, sincera, pessoal, quer-se ao mesmo tempo renovação em nossas relações. Não sofremos apenas com o ritmo e com a organização da vida moderna, sofremos por nosso apetite insaciável de realização privada, de comunicação, de exigência sem fim relação ao outro. Quanto mais pretendemos uma troca verdadeira, autêntica, rica, mais somos destinados ao sentimento de uma comunicação superficial; quanto mais as pessoas se entregam intimamente e se abrem para os outros, mais cresce o sentimento fútil da comunicação intersubjetiva; quanto mais afirmamos nossos desejos de independência e de realização privadas, mais a intersubjetividade está destinada à turbulência e à incomunicação.
(…) O reino consumado da moda pacifica o conflito social, mas aprofunda o conflito subjetivo e intersubjetivo; permite mais liberdade individual, mas engendra mais dificuldade de viver. (…)
Há mais estimulações de todo gênero, mas mais inquietude de viver; há mais autonomia privada, mas mais crises íntimas. Tal é a grandeza da moda, que remete sempre mais o indivíduo para si mesmo; tal é a miséria da moda, que nos torna cada vez mais problemáticos para nós mesmos e para os outros.
Eu abri a página de Jon Jacobsen e não consegui acreditar na quantidade harmônica de cores em seus trabalhos. Deslumbrante!



Chileno avant-garde.
Antônio Abujamra é sinônimo de irreverência, provocação, humor crítico e posturas inesperadas quanto aos tabus da sociedade. Nascido em Ourinhos em 1932, é um dos grandes dramaturgos brasileiros, trabalhando como diretor e ator. Comanda o EXCELENTE programa de entrevistas “Provocações” (não haveria nome mais apropriado) na TV Cultura desde 2000, sempre com seu célebre “Ai de mim! É preciso um gemido grego para começar esse programa”.
Com a palavra, a emissora sobre Antonio Abujamra:
“Talento multidisciplinar, Antonio Abujamra faz parte da história da inteligência brasileira. Transgressor de fórmulas e formas, este iconoclasta alia seu talento criativo à fecunda experiência de todos os erros. Corajosamente. Sem concessões a um esteticismo convencional, Antonio Abujamra está há mais de 50 anos na trincheira avançada do teatro e da televisão. Permanentemente insatisfeito, fez de contínuo renovar-se a pedra filosofal de sua vida”. Por Fernando Martins, amigo de Provocações
“Esteticamente, o fracasso é mais interessante que o sucesso. Sou um homem de fracassos”. Abujamra (Veja, 1989)
Abu nasce em 1932 em Ourinhos, interior paulista. Forma-se em Filosofia e Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Sua primeira peça foi como ator, na fase dos seus 20 anos, no Teatro Universitário de Porto Alegre em “Assim é se lhe parece”, de Luigi Pirandello.
“Quem não pensa que é sério quando jovem? Quando jovem eu pensava dirigir uma peça para mudar o mundo. Tinha uma fúria dedicada. A maioria que quis continuar sério: provocou o que está acontecendo no País”. Abujamra (IstoÉ/Senhor, 1988)
Nessa incrível gravação, Abu empresta sua voz tremenda e interpretação sensível para proclamar o poema “Tabacaria”, de Álvaro de Campos, uma das mais grandiosas obras que já tive a sorte de ler e reler e reler…
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada
Q:Vc, que é tão inteligente, já pegou alguma DP na vida? Acha que é algo mto ruim? Faculdade ainda vai me matar...
Nunca peguei DP na vida. Mas já fiquei de recuperação final em matemática. E quando tirei nota vermelha na faculdade, confesso que chorei no banheiro, hahahaha.
Mas acho DP a coisa mais natural da vida, e com certeza não é indicador de inteligência. Principalmente porque depende da forma de avaliação. Já enjoei de fazer provas decorebas, tecnicistas e miméticas na PUC (e confesso que algumas provas na Unicamp foram assim também). Se eu não soubesse tão bem como escrever o que o professor quer ler, num sincero exercício de adivinhação, e quisesse dar a cara a tapa, provavelmente estaria no primeiro ano…
Não deixe a faculdade te matar. Leve no bom humor! :)
Apesar de eu, sinceramente, dar pouquíssima atenção para a fotografia comercial de moda e seu ode a futilidade e ao padrão de beleza único e ao estilo padronizado e apelativo, sou fã de alguns fotógrafos que também atuam no ramo.
Por exemplo, acho que não tem como não se derreter com Nicoline Patricia Malina e seus cliques incríveis de mulheres lindas, vintage, em meio a fumaça, em B&W. Não percam a série Hotel Hotel!
E mais um bônus: seu Photo Diary “Bloody Bananas” é pelo Tumblr.

A mulher por trás das lentes também é linda…
14 de setembro_Foi anunciado que todos os japoneses devem trabalhar em indústrias vitais para o esforço de guerra. Isso significa que há pessoas saboreando néctar enquanto ignoram o esforço árduo e a humanidade dos japoneses. O que é patriotismo? Como tolerar a matança de milhões de pessoas e a privação de liberdades básicas de bilhões de outras por causa de noções abstratas como patriotismo e pátria?
(diário de Sasaki Hachirô, morreu em abril de 1941 aos 22 anos)
Final de maio de 1945_[Antes de ser transferido para a base aeronaval de Miho, Hayashi Tadao implorou ao irmão que lhe emprestasse O Estado e a Revolução, de Lênin, à época proibido no Japão. O irmão conseguiu fazer-lhe chegar a obra e Hayashi Tadao lhe contou ter lido, página por página, no banheiro. A cada vez, rasgava a nova página em pedacinhos e a fazia sumir na privada. Houve vezes em que engoliu os pedacinhos.]
(diário de Hayashi Tadao morreu em julho aos 24 anos)
Há mais ou menos dois anos eu assisti pela primeira vez “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, documentário brasileiro de 1998 de Marcelo Masagão, baseado livro “Era dos Extremos” de Eric Hobsbawn, e me lembro que uma das coisas que mais me marcou foi o depoimento de um piloto kamikaze japonês na Segunda Guerra Mundial. Não eram as palavras de um fanático absoluto, como eu estava acostumada a ver na mídia quanto aos pilotos suicidas. Ele me pareceu uma pessoa com medo, sozinha, tremendo diante de sua tremenda obrigação cívica ao Império do Japão; confusa quanto a suas prescrições nacionalistas, dividida entre o que deviam a sua pátria e o que esperavam de suas vidas até então.
No finado mês de Outubro, a revista Piauí trouxe um presente especial para os que tiveram esse depoimento gravado na memória: a matéria “Pátria e Morte”, com trechos de correspondências e diários de alguns desses jovens. O suicídio não foi para eles uma opção: os 3 mil “meninos-soldados”, adolescentes recrutados, e os mil “soldados-estudantes”, universitários formados às pressas para participar da guerra, não eram voluntários. Nenhum oficial foi voluntário para as missões kamikazes.
Os relatos são de jovens como eu, da minha idade, dedicados aos estudos intelectuais, sonhando com suas formaturas - mas um incidente da magnitude de uma guerra os leva a ler obras de Lênin escondidos no banheiro, comendo os vestígios dos papéis, tudo isso enquanto esperam a morte. Escrevem cartas de despedidas definitivas para suas mães mais de uma vez. Suas famílias receberam caixas cujo conteúdo era apenas uma folha de papel escrito “Restos mortais”. Eles sabiam latim, alemão, francês, estavam empolgados com a filosofia, discutiam Kant, indignavam-se com a situação imperialista do Japão quanto a China, em segredo contestavam o Imperador do país.
Mas estão todos mortos, enquanto o resto do mundo tem a impressão de que eles mesmos escreveram seu próprio destino; enquanto o governo japonês publica falácias sobre como esses jovens heróis tinham convicção pelo que estavam fazendo; enquanto o mundo ocidental se choca e pensa “Pobrezinhos, essa paranóia oriental quanto ao medo e à honra faz com que os inocentes jovens fiquem loucos e cegos, não?”


Todas as partes do documentário (para quem não tem alternativa além do youtube): Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7, Parte 8.
Sube a nacer conmigo, hermano.
Dame la mano desde la profunda
zona de tu dolor diseminado.
No volverás del fondo de las rocas.
No volverás del tiempo subterráneo.
No volverá tu voz endurecida.
No volverán tus ojos taladrados.
Mírame desde el fondo de la tierra,
labrador, tejedor, pastor callado:
domador de guanacos tutelares:
albañil del andamio desafiado:
aguador de las lágrimas andinas:
joyero de los dedos machacados:
agricultor temblando en la semilla:
alfarero en tu greda derramado:
traed a la copa de esta nueva vida
vuestros viejos dolores enterrados.
Mostradme vuestra sangre y vuestro surco,
decidme: aquí fui castigado,
porque la joya no brilló o la tierra
no entregó a tiempo la piedra o el grano:
señaladme la piedra en que caísteis
y la madera en que os crucificaron,
encendedme los viejos pedernales,
las viejas lámparas, los látigos pegados
a través de los siglos en las llagas
y las hachas de brillo ensangrentado.
Yo vengo a hablar por vuestra boca muerta.A través de la tierra juntad todos
los silenciosos labios derramados
y desde el fondo habladme toda esta larga noche
como si yo estuviera con vosotros anclado,
contadme todo, cadena a cadena,
eslabón a eslabón, y paso a paso,
afilad los cuchillos que guardasteis,
ponedlos en mi pecho y en mi mano,
como un río de rayos amarillos,
como un río de tigres enterrados,
y dejadme llorar, horas, días, años,
edades ciegas, siglos estelares.Dadme el silencio, el agua, la esperanza.
Dadme la lucha, el hierro, los volcanes.
Apegadme los cuerpos como imanes.
Acudid a mis venas y a mi boca.
Hablad por mis palabras y mi sangre.
Pablo Neruda, em “Canto General”, parte II - Alturas de Macchu Picchu, poema XII - Sube a nacer conmigo, hermano.
Citado por Joan Baez em No Nos Moverán (em negrito)
Antologia completa disponível pela Universidad de Chile e Fundación Neruda
Como un árbol firme junto al rio
No nos moverán
Unidos en la lucha, no nos moverán

Joan Baez está entre as mulheres mais inspiradoras da minha vida: ela tem dedos rápidos no violão clássico e popular, cordas vocais abençoadas e letras engajadas em inglês, espanhol, francês, português, russo e até iídiche! Símbolo da música folk, estilo musical marcado por seu caráter político, Baez sempre se voltou para a realidade marginal dos Estados Unidos. Namorou Bob Dylan quando ele era um novato na cena musical em que ela já era consagrada, e gravou muitas canções dele em versões lindíssimas.
Quando se apresentou no Woodstock em 1969, estava grávida de 6 meses do seu então marido e preso político, George Harris, que só seria liberto 20 meses depois. Conhecera-o quando sua mãe e outras 70 mulheres foram presas por protestarem contra o alistamento obrigatório ao serviço militar. A militância veio do berço, por sua mãe mexicana e pai escocês, e remonta desde os 16 anos de Baez, quando ela se recusou a participar de uma simulação de ataque atômico por comunistas em seu colégio - enquanto seus colegas correram de volta para casa, ela ficou sentada na classe lendo um livro.
Participou do movimento pelos direitos civis dos negros acompanhada lado a lado por Martin Luther King. Na histórica marcha a Washington de 1963, foi ela quem cantou o hino “We Shall Overcome” com apenas 22 anos. Se destacou mais ainda pela oposição a Guerra do Vietnã e a convocação obrigatória ao serviço militar. Nesse período, deixou de pagar no imposto de renda a porcentagem destinada aos gastos da guerra. Foi presa diversas vezes - nunca por um período extenso, mas sempre retornava às marchas.
E o melhor de tudo é que Joan Baez mantém-se fiel aos ideais até hoje: se engajou pelos direitos LGBTT, pela Anistia Internacional, posicionou-se contra a pena de morte e contra a Guerra do Iraque, entre muitas outras causas. Em soliedariedade aos irarianos, ela inclusive gravou em sua própria casa uma versão de “We Shall Overcome” em persa e postou no youtube em 2009.

Nessa música-protesto, Baez inicia, para derreter meu coração, com o poema “XI - Sube a nacer conmigo, hermano”,de Pablo Neruda. Então ela começa o estribillo de que não, não vamos nos mover - unidos na luta, não vamos nos mover.
Essa música foi a trilha sonora de muitos movimentos sociais dos anos 60. Um túnel do tempo automático para os anos de Flower Power, Make Love, Not War. Apreciem!




